Podem ascender suas velas... e não é pra rezar!
No cenário tem chicotes, algemas, mordaças, e outros inúmeros apetrechos que só Deus sabe onde serão usados. Nesse caso, o Deus e Senhor da sessão é chamado de Dominador ou Mestre, que deve possuir habilidade suficiente para conduzir sua submissa ao mais doce inferno, onde a punição seja seu deleite eterno.
Não é tão simples o BDSM, (as letras são um acrônimo de Bondage ou imobilização, Dominação e disciplina, Sadismo e Masoquismo), e muito preconceituosamente as pessoas julgam tais procedimentos como desvios sexuais e até, por que não dizer, “coisa do capeta”, já que é muito mais fácil olhar o que vai no prato alheio do que se importar com a porcaria que nós mesmos estamos engolindo.
O grande lance do SM é a transferência do padrão erótico convencional para a dor, seja ela em qualquer nível. Eu não sou nenhuma “expert” no assunto, mas já li muita coisa a respeito, já provei algumas pitadas, me iniciei nesse meio há uns dois anos e não quero entender nada muito além dos sentimentos dessas pessoas, pois o que me interessa no fundo, é exatamente isso: as pessoas.
Existe um imaginário que gente feia, velha e pobre, não trepa, nem tem fantasias.
A gente esquece que nasceu de uma trepada, e não pensa em nossos pais transando, não imagina que eles possam ter fantasias e gozar tanto ou melhor que a gente. Juntando-se isso aos reguladores da normalidade pública, tem-se o território fértil da hipocrisia.
Ora, dane-se o que cada um faz entre quatro paredes, ou no carro, ou na rua, ou na lua...
Voltando ao algolagnia (sinônimo de sadomasoquismo), o intuito é mostrar que tem muito mais gente que se possa imaginar, praticando e vivendo fantasias sexuais extremas e diferenciadas, gente normal, de classe média ou pobre, culta ou não.
Nesse universo são muito importantes as regras, devido a intensidade e extremos que as coisas possam chegar, e uma das vertentes é o SSC – sanidade, segurança e consensualidade. Tudo que é feito, é antes acordado entre as parte envolvidas , respeitando-se seus limites, tanto físicos como psicológicos, e diferente do que se possa pensar, o BDSM vai muito além do sexo em si, é uma verdadeira entrega de alma com cumplicidade extrema. As práticas mais comuns são :
Podolatria : adoração e fetiche por pés
Spanking: apanhar de chicote, palmatórias, cintos ou mão mesmo
Humilhação: seja por palavras gestos ou exposição ao publico
Dominação: esta é a arte principal dos dominadores (como o nome já diz), podendo chegar ao auge de controlar até os sentimentos de sua (seu) submissa (o), pasando pelo controle inclusive do seu orgasmo.
Dogplay: jogos onde o submisso, tbm chamado de escravo, age como um cão, assumindo suas atitudes, comendo em terrinas, dormindo aos pés da cama do Dom.
Bondage: imobilização, seja por barras metálicas, ou por cordas, de maneira que braços e pernas fiquem imóveis, em geral abertos, com o genital exposto para adoração e uso do Dom.
Branding: Queimadura na pele, com ferro ao rubro para deixar marcas de propriedade do Dom. É extremamente doloroso, traumático e perigoso.
Anal play: qualquer fetiche ou pratica sexual concernente ao anus. Dentro dela encontramos o “enema”, e o “fisting”
Enema : ato de introduzir no anus determinada quantidade de liquido, visando a humilhação, quebra de resistência psicológica ou ainda preparo para o sexo anal.
Escarificação: ato de produzir na pele pequenas cortes e cicatrizes com objetos cortantes, ou abrasivos. O mais comum é a auto- escarificação, pelos sadomasoquistas e muito pouco usado no BD, existem sites na internet dedicados a essa modalidade.
Fist Fucking: uma das mais intensas praticas do BDSM, consiste em introduzir a mão até o punho, na vagina ou no anus. Requer cuidado, atenção, carinho e com lubrificação adequada não é necessariamente uma pratica dolorida. É consensual e deve servir para provocar prazer e não dor, tanto para quem esta recebendo como para quem esta conduzindo. O fisting tem inúmeros fatores psicológicos: O punho é um símbolo de poder literalmente, sua introdução dentro do corpo de um ser humano tem um enorme impacto emocional e sexual, diferente dos objetos artificiais, (vibradores, plugs) a destreza e movimento da mão pode levar a sensações únicas.
Golden shower ou chuva dourada: ato de urinar no corpo do submisso como técnica de humilhação.
Copofragia ou escatologia: ato de defecar sobre o corpo do submisso, ou fetiche por fezes.
Medical play. Jogos eróticos envolvendo objetos de uso médico, como espéculos vaginais, anais, agulhas, cateteres, luvas, etc.
Ponyboy / Ponygirl – submisso treinado a agir como um poney com seu Dom
Rimming – é o sexo oral no ânus
Sexo Anal- embora largamente usado fora do BDSM, aqui ele é usado sob forma de posse e dominação, ou entrega e submissão.
Shibari- Técnica de amarração extremamente estética originaria do Japão feudal, utilizada como imobilização ou castigo.
Suspensão- técnica usada para imobilização, onde o submisso fica com seu corpo suspenso total ou parcialmente, por algemas e tornozeleiras especiais. Requer pratica e cuidados qto ao tempo e maneira como é suspenso.
Canning: é um tipo de spanking envolvendo varas.
Gor – é uma filosofia ou estilo de vida alem do BDSM. Baseada nos livros de John Norman, com dominadores predominantemente masculinos e escravas, aqui chamadas de Kajiras , muito mais complexo do que o BDSM, ainda que as praticas sejam basicamente as mesmas.Existem grupos seguidores de GOR pelo mundo todo, acentuando-se mais nos Estados Unidos.
Inúmeras maneiras particulares de infringir dor, misturada com erotismo, como plugs anais, clamps nos bicos do seio, choques leves nos genitais , presilhas mantendo o clitóris exposto ou succionado, pingos de velas no corpo, tudo que uma boa fantasia possa pedir, juntado ao voyeurismo, exibicionismo e mais outros “ismos” que te derem tesão.
Bem, eu teria que escrever um livro talvez para mostrar apenas o dicionário de termos e regras usadas, e o que me interessa é mostrar a vocês que mesmo parecendo absurdos alguns tópicos aqui, eles podem sim dar prazer. Interpretar, viver e assumir-se dentro de uma cena, uma fantasia de fato, é o inicio de tudo. O sexo e suas preliminares podem chegar ao infinito, a cumplicidade é extrema, a afinidade e entrega maior ainda. Neste universo não existem papéis definidos, e pasmem em saber que os submissos masculinos que se entregam à suas Rainhas, que praticam sob suas ordens o sexo anal, o fisting etc, etc, etc, nem sempre são gays.
Existem inúmeros machões, héteros, casados, levando toco de vela até acesa se for preciso, pra agradar suas Dommes. Isso não é uma crítica, é uma observação... Que dentro desse mundo tudo pode, não precisa ter corpo bonito, não importa idade, não existe hétero, homo ou bi, o que se busca é o prazer absoluto, consensualmente sem limites, intenso e que transcende o corpo, vai até a alma... Os hedonistas que me corrijam.
BDSM não é somente sexo, mas faz dele o melhor possível, dentro das expectativas de cada um, é entrega total de um ser humano.Logicamente há de se tomar cuidado na escolha e conhecimento do Dom ou da Domme, pois não faltam espertalhões se intitulando de mestres dominadores, afim de sexo diferenciado, inclusive abusando do chicote e colocando em risco a segurança da submissa. Mesmo a dominação psicológica, se não for levada a sério e dirigida com habilidade, pode trazer graves transtornos, eu diria que piores que os físicos. Agora fica a pergunta: como saber se somos dominadores, submissos, ou ainda switcher, que atua dos dois lados?
A resposta encontra-se dentro de você mesmo. Ninguém se torna SM, assim como ninguém se torna gay. Você é simplesmente.
Leia, busque informações sérias, olhe dentro de si sem pudores, você enxergará lá no passado algo que você sente latente no presente, algumas ações que tomou são o caminho que inconscientemente vem fazendo. Talvez você encontre explicações para aquele filme de torturas que vc tanto adorava..
Alguns podem achar ridículo, bizarro. Mas quem é mais ridículo, eu ou você? Talvez todos nós, ou nenhum. É uma questão de visão.
No cenário tem chicotes, algemas, mordaças, e outros inúmeros apetrechos que só Deus sabe onde serão usados. Nesse caso, o Deus e Senhor da sessão é chamado de Dominador ou Mestre, que deve possuir habilidade suficiente para conduzir sua submissa ao mais doce inferno, onde a punição seja seu deleite eterno.
Não é tão simples o BDSM, (as letras são um acrônimo de Bondage ou imobilização, Dominação e disciplina, Sadismo e Masoquismo), e muito preconceituosamente as pessoas julgam tais procedimentos como desvios sexuais e até, por que não dizer, “coisa do capeta”, já que é muito mais fácil olhar o que vai no prato alheio do que se importar com a porcaria que nós mesmos estamos engolindo.
O grande lance do SM é a transferência do padrão erótico convencional para a dor, seja ela em qualquer nível. Eu não sou nenhuma “expert” no assunto, mas já li muita coisa a respeito, já provei algumas pitadas, me iniciei nesse meio há uns dois anos e não quero entender nada muito além dos sentimentos dessas pessoas, pois o que me interessa no fundo, é exatamente isso: as pessoas.
Existe um imaginário que gente feia, velha e pobre, não trepa, nem tem fantasias.
A gente esquece que nasceu de uma trepada, e não pensa em nossos pais transando, não imagina que eles possam ter fantasias e gozar tanto ou melhor que a gente. Juntando-se isso aos reguladores da normalidade pública, tem-se o território fértil da hipocrisia.
Ora, dane-se o que cada um faz entre quatro paredes, ou no carro, ou na rua, ou na lua...
Voltando ao algolagnia (sinônimo de sadomasoquismo), o intuito é mostrar que tem muito mais gente que se possa imaginar, praticando e vivendo fantasias sexuais extremas e diferenciadas, gente normal, de classe média ou pobre, culta ou não.
Nesse universo são muito importantes as regras, devido a intensidade e extremos que as coisas possam chegar, e uma das vertentes é o SSC – sanidade, segurança e consensualidade. Tudo que é feito, é antes acordado entre as parte envolvidas , respeitando-se seus limites, tanto físicos como psicológicos, e diferente do que se possa pensar, o BDSM vai muito além do sexo em si, é uma verdadeira entrega de alma com cumplicidade extrema. As práticas mais comuns são :
Podolatria : adoração e fetiche por pés
Spanking: apanhar de chicote, palmatórias, cintos ou mão mesmo
Humilhação: seja por palavras gestos ou exposição ao publico
Dominação: esta é a arte principal dos dominadores (como o nome já diz), podendo chegar ao auge de controlar até os sentimentos de sua (seu) submissa (o), pasando pelo controle inclusive do seu orgasmo.
Dogplay: jogos onde o submisso, tbm chamado de escravo, age como um cão, assumindo suas atitudes, comendo em terrinas, dormindo aos pés da cama do Dom.
Bondage: imobilização, seja por barras metálicas, ou por cordas, de maneira que braços e pernas fiquem imóveis, em geral abertos, com o genital exposto para adoração e uso do Dom.
Branding: Queimadura na pele, com ferro ao rubro para deixar marcas de propriedade do Dom. É extremamente doloroso, traumático e perigoso.
Anal play: qualquer fetiche ou pratica sexual concernente ao anus. Dentro dela encontramos o “enema”, e o “fisting”
Enema : ato de introduzir no anus determinada quantidade de liquido, visando a humilhação, quebra de resistência psicológica ou ainda preparo para o sexo anal.
Escarificação: ato de produzir na pele pequenas cortes e cicatrizes com objetos cortantes, ou abrasivos. O mais comum é a auto- escarificação, pelos sadomasoquistas e muito pouco usado no BD, existem sites na internet dedicados a essa modalidade.
Fist Fucking: uma das mais intensas praticas do BDSM, consiste em introduzir a mão até o punho, na vagina ou no anus. Requer cuidado, atenção, carinho e com lubrificação adequada não é necessariamente uma pratica dolorida. É consensual e deve servir para provocar prazer e não dor, tanto para quem esta recebendo como para quem esta conduzindo. O fisting tem inúmeros fatores psicológicos: O punho é um símbolo de poder literalmente, sua introdução dentro do corpo de um ser humano tem um enorme impacto emocional e sexual, diferente dos objetos artificiais, (vibradores, plugs) a destreza e movimento da mão pode levar a sensações únicas.
Golden shower ou chuva dourada: ato de urinar no corpo do submisso como técnica de humilhação.
Copofragia ou escatologia: ato de defecar sobre o corpo do submisso, ou fetiche por fezes.
Medical play. Jogos eróticos envolvendo objetos de uso médico, como espéculos vaginais, anais, agulhas, cateteres, luvas, etc.
Ponyboy / Ponygirl – submisso treinado a agir como um poney com seu Dom
Rimming – é o sexo oral no ânus
Sexo Anal- embora largamente usado fora do BDSM, aqui ele é usado sob forma de posse e dominação, ou entrega e submissão.
Shibari- Técnica de amarração extremamente estética originaria do Japão feudal, utilizada como imobilização ou castigo.
Suspensão- técnica usada para imobilização, onde o submisso fica com seu corpo suspenso total ou parcialmente, por algemas e tornozeleiras especiais. Requer pratica e cuidados qto ao tempo e maneira como é suspenso.
Canning: é um tipo de spanking envolvendo varas.
Gor – é uma filosofia ou estilo de vida alem do BDSM. Baseada nos livros de John Norman, com dominadores predominantemente masculinos e escravas, aqui chamadas de Kajiras , muito mais complexo do que o BDSM, ainda que as praticas sejam basicamente as mesmas.Existem grupos seguidores de GOR pelo mundo todo, acentuando-se mais nos Estados Unidos.
Inúmeras maneiras particulares de infringir dor, misturada com erotismo, como plugs anais, clamps nos bicos do seio, choques leves nos genitais , presilhas mantendo o clitóris exposto ou succionado, pingos de velas no corpo, tudo que uma boa fantasia possa pedir, juntado ao voyeurismo, exibicionismo e mais outros “ismos” que te derem tesão.
Bem, eu teria que escrever um livro talvez para mostrar apenas o dicionário de termos e regras usadas, e o que me interessa é mostrar a vocês que mesmo parecendo absurdos alguns tópicos aqui, eles podem sim dar prazer. Interpretar, viver e assumir-se dentro de uma cena, uma fantasia de fato, é o inicio de tudo. O sexo e suas preliminares podem chegar ao infinito, a cumplicidade é extrema, a afinidade e entrega maior ainda. Neste universo não existem papéis definidos, e pasmem em saber que os submissos masculinos que se entregam à suas Rainhas, que praticam sob suas ordens o sexo anal, o fisting etc, etc, etc, nem sempre são gays.
Existem inúmeros machões, héteros, casados, levando toco de vela até acesa se for preciso, pra agradar suas Dommes. Isso não é uma crítica, é uma observação... Que dentro desse mundo tudo pode, não precisa ter corpo bonito, não importa idade, não existe hétero, homo ou bi, o que se busca é o prazer absoluto, consensualmente sem limites, intenso e que transcende o corpo, vai até a alma... Os hedonistas que me corrijam.
BDSM não é somente sexo, mas faz dele o melhor possível, dentro das expectativas de cada um, é entrega total de um ser humano.Logicamente há de se tomar cuidado na escolha e conhecimento do Dom ou da Domme, pois não faltam espertalhões se intitulando de mestres dominadores, afim de sexo diferenciado, inclusive abusando do chicote e colocando em risco a segurança da submissa. Mesmo a dominação psicológica, se não for levada a sério e dirigida com habilidade, pode trazer graves transtornos, eu diria que piores que os físicos. Agora fica a pergunta: como saber se somos dominadores, submissos, ou ainda switcher, que atua dos dois lados?
A resposta encontra-se dentro de você mesmo. Ninguém se torna SM, assim como ninguém se torna gay. Você é simplesmente.
Leia, busque informações sérias, olhe dentro de si sem pudores, você enxergará lá no passado algo que você sente latente no presente, algumas ações que tomou são o caminho que inconscientemente vem fazendo. Talvez você encontre explicações para aquele filme de torturas que vc tanto adorava..
Alguns podem achar ridículo, bizarro. Mas quem é mais ridículo, eu ou você? Talvez todos nós, ou nenhum. É uma questão de visão.
